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PF desarticula organização criminosa que fraudava o Enem
11/11/2017

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira (8) a Operação Adinamia, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar concursos públicos e processos seletivos para ingresso no ensino superior, por meio do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2016/2017, no Ceará e em outros estados da Federação.

“As formas da fraude consistiam na violação antecipada de lacres para acesso às provas do Enem e concursos e/ou utilização de candidato piloto e de ponto eletrônico, com a transmissão dos gabaritos. O curso de medicina é o principal alvo das fraudes e também o mais caro, sendo pago em torno de R$ 90 mil por vaga, sendo metade do valor pago antes do certame e metade depois de garantida a vaga”, como informou a Polícia Federal por meio de nota.

Cerca de 90 policiais federais estavam envolvidos para cumprir 36 mandados, sendo 21 de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 11 de condução coercitiva, nas cidades de Fortaleza, Juazeiro, Barbalha, Mauriti, Abaiara e Lavras da Mangabeira, no Ceará; São José de Piranhas e Cajazeiras, na Paraíba; e em Teresina, no Piauí.

Segundo a PF, o nome da operação, Adinamia, é uma referência à “fraqueza moral daqueles que fraudulentamente tentam burlar a concorrência de concursos públicos para cargos públicos e processos seletivos para ingresso em cursos superiores por meio do Enem”.

Em comunicado, o Ministério da Educação e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informaram que trabalham em parceria com a Polícia Federal para garantir a segurança do Enem. " Essa colaboração, ampliada desde 2016, vem permitindo a identificação e a prisão de quadrilhas especializadas em fraudar concursos públicos e processos seletivos, como ocorre nesta data por meio da Operação Adinamia, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Não há, portanto, possibilidade de o Enem 2017 ser cancelado já que as ações da Polícia Federal estão alinhadas com o Inep e o MEC. É importante, neste momento, que os participantes mantenham a calma para a aplicação do segundo dia de provas no próximo domingo(2)."

 

O esquema de segurança do Enem 2017 foi reforçado e diversificado a partir de orientações da Polícia Federal. Pela primeira vez, as provas são personalizadas, com identificação do nome e número de inscrição do participante. São usados detectores de ponto eletrônico em locais definidos pela PF. Todos os requisitos de 2016 foram ainda mantidos, como a identificação biométrica, o detector de metal nas portas de todos os banheiros e as escoltas para entrega das provas, inclusive no retorno.

O Inep ainda informou que segue fornecendo todos os subsídios necessários à atuação do Serviço de Inteligência da Polícia Federal. No primeiro domingo de aplicação, dois delegados da Polícia Federal fizeram parte do grupo estratégico de monitoramento do Exame, coordenando, de dentro do Inep, as equipes que atuavam no monitoramento em diversos pontos do país.

No segundo semestre de 2017, o Inep anulou o resultado de 13 participantes do Enem 2015 e 2016 envolvidos em fraudes, que perderam o direito às vagas nas Instituições de Ensino Superior onde já estavam matriculados. O indiciamento desses 13 beneficiados por fraude é resultado da conclusão do Inquérito Policial nº 1560/2016-4-SR/PF/MA, instaurado pelo Departamento de Polícia Federal. A operação batizada como “Jogo Limpo” foi deflagrada pela Superintendência Regional no Maranhão e foi dividida em duas fases. A primeira apurou os casos de 2015 e a segunda fase, os casos de 2016. A Polícia Federal chegou às quadrilhas e aos participantes a partir do fornecimento de dados do Inep.

O MEC, o Inep e a Polícia Federal também estão monitorando o caso de outros 13 participantes que fraudaram o Enem 2013, de acordo com o Inquérito Policial nº 2178/2013-4. Essa operação, batizada “Hemostase”, foi deflagrada pela Superintendência Regional de Minas Gerais. Um terceiro inquérito policial deflagrado a partir da parceria é a “Operação Embuste”, ainda não concluída.

Fonte: https://noticias.r7.com
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